Como diz o ditado: "águas passadas não movem moinhos!" Não há porque não esquecer da primeira se a segunda é BEM melhor! Essa foi comprada com a motivação de tocar na noite com mais freqüência, logo após o primeiro show com a Jeannie Magic Blues. Em breve nós faríamos um show na Unisinos (universidade) e eu realmente não gostaria de ser lembrado por ter o instrumento mais tosco!! A "paisagem florida" não se lembraria de mim!
Juntando as economias e mais uns trocados deu pra comprar uma das primeiras bateras da Mapex, uma Mars Pro, agora com cor, acabamento, ferragens cromadas e joiadas! A sinistra Gope teve algumas peças reformadas, algumas borboletas trocadas e foi vendida para um magrão de Viamão/RS chamado Daniel.
A batera era um Kit padrão, 5 peças:
- bumbo 22"x16"
- surdo 16"x16"
- tom 12"
- tom 13"
- caixa 14"x 6 1/2" Alumminum
- máquina de chimbau
- pedal de bumbo
- estante de caixa
- estante de prato simples
Essa batera era de mapple, agora com ACABAMENTO laqueado na cor bordô (ou o que tava escrito na caixa: Candy Apple Red), canoas inteiriças cromadas, aros decentes, parafusos de afinação padrão, caixa com afinação das peles independentes (deveria ser né!) e outros detalhes joiados como peles de resposta em todos tambores! :D
Não lembro da profundidade dos tons, mas deveria ser algo em torno de 12" e 13"
Pedal do bumbo: sim! O pedal era original da Mapex, com batetor de feltro tradicional, rolamentos NMB e regulagem do ângulo do batedor. Era leve, com sapata em alumínio e tração por corrente simples.
Máquina de chimbau: Mapex, original da série Mars Pro, com sapata idêntica ao pedal de bumbo e pés duplos. Possuia regulagem de tensão e a presilha de pratos era bastante interessante, pois o lado da rosca ficava na parte superior (borboleta). Dessa forma, caso a rosca soltasse no meio da música o chimbau não seria aberto, mas você poderia acionar o pedal e os pratos fechariam. Ah sim... cromada!
Peles: É... peles são sempre um problema! Pra variar as peles que vieram nos tambores não eram grande coisa, mas para as peles de resposta, tudo bem...
Cascos: fabricados em madeira de mapple, bastante leves, possuiam canoas inteiriças.
Surdo: para a época era um dos únicos que possuia sistema de pés com suspensão, feito através de molas dentro dos pés de borracha.
Tons: possuiam um sistema de suspensão, que permitia a construção do ton sem furos para atravessar canotes, de forma a permitir um melhor som.
Caixa: a caixa era uma alumminum, com medidas padrão e um automático até bonzinho. Tinha o problema dos harmônicos em excesso que algumas caixas de metal geram, mas depois de uma de umas "abafadas" com anéis tava tudo resolvido!
Tom holder: agora sim, um holder com regulagem de altura e ângulos diversos, composto pelo sistema de esfera de nylon com o qual me acostumei muito bem. Ao contrário daqueles "canos estranhos" que equipavam as baterias da Pearl (export).
A batera era linda de morrer pro meu padrão advindo da véia Gope! Chamava a atençao da "paisagem florida" e até dos "cuecas", o que até não era desejável...
Agora eu tinha que levar um tapete pra montar as garrinhas decentemente e um jogo de bag´s para levar cada peça, pois não dava mais pra colocar uma dentro da outra!
O timbre nem se comparava! Coisa massa, som de CD! :D
Pele da caixa: foi a primeira a voar! Acabei optando inicialmente pela Pinstripe Coated (porosa) e mais tarde experimentei outras combinações até acabar na perfeição: a Evans Genera HD Dry porosa.
Peles dos tambores: inicialmente usei a velha técnica dos courinhos até juntar grana. Depois troquei todas as peles pelas Pinstripe Clear na batedeira. Mais tarde, troquei as peles de resposta pelas Evans G1 e as batedeiras pelas fantásticas Evans Hydraulic.
Prato de ataque: comprei um Zildjian K Dark Crash Thin 16" logo após comprar a batera.
Prato de condução: comprei um Zildjian Medium Ride 20", junto com o crash de 16". Aposentei o velho e surrado Camber Crash/Ride de 18" - estava muito grande pra um prato de ataque para blues!
Segundo prato de ataque: foi escolhido um Zildjian K Dark Crash Thin 14" para ocupar a estante da Mapex.
Estante para prato: o prato de condução foi parar em uma nova estante "xingue-lingue", pois NÃO HAVIA estante melhor na loja (Palácio da Música / NH).
Prato de ataque: para brincar, investi num prato Zildjian K Splash de 12". Esse acabou quebrando em um show no velho Tequila Pub (NH).
Extensor para prato: peguei um extensor para prato "xingue-lingue", que ficava preso no tom holder, para usar o pratinho splash. Depois esqueci ele em algum lugar...
Pratos do chimbau: vieram no encalço dos pratos de ataque. Sim, um caprichado par de pratos Zildjian K Custom Dark 14". Show de bola, estão firmes comigo até hoje!
.: voltar